sábado, 4 de dezembro de 2010

Manifesto!




Hoje teremos nossa mobilização de oração, um tempo para ouvirmos o Espírito juntos... Manifesto é uma declaração pública daquilo que cremos. Vamos??

Desperta-nos

Somente Ele pode despertar a nossa alma...
Não é um tempo de permitirmos que qualquer coisa tire nossa atenção das coisas que o Pai quer fazer... não permitamos que as nossas falhas e dores sejam obstáculos. Que o busquemos com humildade... Desperta-nos!

"Meu coração está firme, ó Deus (Elohim); Meu coração está firme: eu cantarei e darei louvor. Desperta, minha glória; desperta saltério e harpa: eu mesmo acordarei com a aurora. Eu te louvarei , ó Senhor (Adonai), entre o povo: eu cantarei para Ti entre as nações. Porque a Tua benignidade é grande até os céus e a Tua verdade até às nuvens. Sê exaltado, ó Deus (Elohim) acima dos céus: e seja a Tua glória sobre toda a terra." Salmo 57,7-11

Esta canção me ajudou a manter este espírito esta manhã. Segue uma tradução livre e a versão original.
video




Despertamento (Chris Tomlin, Reunben Morgan)

Nos nossos corações, nesta nação; Desperta-nos
Espírito Santo nós desejamos, desperta-nos


Pois Tu e somente Tu
Despertas minha alma e canto
Pelo mundo que amas,
Que Tua vontade seja feita em mim

Na Tua presença, no Teu poder, desperta-nos
Para este momento, para este tempo, desperta-nos

Pois Tu e somente Tu
Despertas minha alma e me fazes cantar
Pelo mundo que amas,
Que Tua vontade seja feita em mim


Pois Tu e somente Tu
Despertas minha alma e me fazes cantar
Pelo mundo que amas,
Que Tua vontade seja feita em mim

Como um sol que está nascendo e brilha
Da escuridão surge a luz
Eu ouço Tua voz e este é o meu despertamento

Como um sol que está nascendo e brilha
Da escuridão surge a luz
Eu ouço Tua voz e este é o meu despertamento

Como um sol que está nascendo e brilha
Desperta minh’alma, desperta minh’alma e canta
Da escuridão surge a luz
Desperta minh’alma, desperta minh’alma e canta
Como um sol que está nascendo e brilha
Desperta minh’alma, desperta minh’alma e canta
Somente Tu podes levantar uma vida
Desperta minh’alma, desperta minh’alma e canta

Em nossos corações, nas nações; Despertamento

Awakening (Chris Tomlin, Reuben Morgan)

In our hearts Lord, In this nation; Awakening
Holy Spirit we desire awakening

For You and You alone
Awake my soul, Awake my soul and sing
For the world you love
Your will be done, Let Your will be done in me

In Your presence, In Your power awakening
For this moment, For this hour, awakening

For You and You alone
Awake my soul, Awake my soul and sing
For the world You love
Your will be done, Let Your will be done in me

For You and You alone
Awake my soul, awake my soul and sing
For the world You love
Your will be done, Let Your will be done in me

Like the rising sun that shines
From the darkness comes a light
I hear Your voice and this is my awakening

Like the rising sun that shines
From the darkness comes a light
I hear Your voice and this is my awakening

Like the rising sun that shines
Awake my soul, Awake my soul and sing
From the darkness comes a light
Awake my soul, Awake my soul and sing
Like the rising sun that shines
Awake my soul, Awake my soul and sing
Only You can raise a life
Awake my soul, Awake my soul & sing!

In our hearts Lord, In the nations; Awakening

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Estratégia - por Fabio Souza

Olá amigos, decidi publicar aqui um texto que está no blog do meu amigo e parceiro no serviço à Igreja, Fabio Souza. O endereço do blog é: http://am38.rugidodoleao.com/.
O texto é muito apropriado para o momento que estamos experimentando como Igreja.
Seguimos juntos, trabalhando pela edificação do corpo de Cristo.

O Rio está com esse ambiente que parece parado e não fechado. A questão pode ser que estejamos parados também… Contribuímos com esse ambiente também. Somos paralisados diante da agitação que a cidade tem, com vitrines, entretenimentos e nossa vida.

Características: assim como nos dias anteriores ao dilúvio… Até o dia de Noé (37-41):

  • Comiam
  • E bebiam,
  • Casavam e dava-se em casamento

Nos dias de Ló:

  • comiam,
  • bebiam,
  • compravam,
  • vendiam,
  • plantavam e edificavam

Olhai por vós mesmos… Para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com (Lucas 21.34-38):

  • as conseqüências da orgia,
  • da embriaguez
  • e das preocupações deste mundo

Vigiai… Orando, para que possais escapar de todas estas coisas.

Olha o contraste que viviam os santos: “Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum. Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça.” (At 4:32-33) - A chave nesta passagem é a palavra “creram” O tempo do verbo usado nesta passagem implica o processo continuo de fé, envolve progresso. Isso nos leva a um desprendimento de nossas coisas para recebermos as Dele (poder) condição para cumprir.

Na nossa fé não existe o “eu” porque o primeiro passo para aderi – lá é negar o “eu” … Quer vir após mim, negue-se a si mesmo… Siga-me.

Movimento estratégico

… E, deixando Nazaré…

(Mateus 13.54-58;Um território que tem como marca a incredulidade),

…foi habitar em Cafarnaum, cidade marítima, nos confins de Zabulom e Naftali… (Yeshua em movimento, como sempre movendo para o cumprimento)

…para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías: A terra de Zabulom e a terra de Naftali… O caminho do mar, além do Jordão, a Galiléia dos gentios (nas margens de Jerusalém dando inicio ao um novo movimento, a restauração)…

…O povo que estava sentado em trevas viu uma grande luz; sim, aos que estavam sentados na região da sombra da morte, a estes a luz raiou. Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei- vos, porque é chegado o reino dos céus (trazendo a mensagem necessária… Uma postura adequada p/ este momento de transição) Mt 4:13-17

O maior castigo para o incrédulo é que ele não recebe intervenção divina, sinais, prodígios e milagres. A cidade que mais conheceu Yeshua não experimentou tudo o que ele tinha. É a falta de sinais. Não se deve preocupar-se com os incrédulos, Ele faz isso para provocar arrependimento. Ele se move no meio de todo um povo, mas no incrédulo não. Ele se sente tão mal e fora daquilo que está acontecendo que ela vai se arrepender.

Lembremos da intercessão de Isaías: “Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos!” (Is 6:5)

E também de Yeshua que chorou sobre Jerusalém e disse: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados!” (Mat 23:37) O interessante é que depois da sua crucificação, Jerusalém foi o lugar estratégico para a promessa do Espírito… rsrs Sabe o que eu vejo com isso? Um sacrifício, uma entrega e dedicação mudam o ambiente. Ele foi o ponto de partida… rsrs

Região dos Lagos = Rio de Janeiro.

Na sexta-feira, quando estava orando na ECAP em Cabo Frio, eu via uma janela e nela era vista o Pão de Açúcar. Essa figura sinaliza que as regiões estão conectadas e que de lá podemos movimentar aqui e daqui orarmos por lá… Lembrando sempre que nossa missão é cumprir o que está sobre nós. Isso é mais importante do que a cidade e será inevitável, se estivermos cumprindo, que algo mude nela. Yeshua enviou seus apóstolos e discípulos a cidades que não aderiram ao evangelho do Reino que eles pregavam, mas isso não impediu o cumprimento da missão deles. Paulo insistiu por Éfeso por três vezes até ver um rompimento… Temos as chaves do reino dos céus como porteiros, somos responsáveis, vale à pena pensar se estamos nos ocupando com orações, clamores, violentando os céus e fazendo discípulos. Eu sei, não tenho duvida, que nós temos condição de nos desenvolvermos mais em tudo isso.

Nosso alvo não é transformar cidades e sim e sim transtornar, é formarmos o corpo, por causa da volta dEle. Se minha cidade foi transformada, isso foi apenas uma estratégia, e não um objetivo… Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui… (At 17.6)… Essa era a fama que Paulo e seus cooperadores carregavam.

Muitas vezes há um favor, que muitos chamam de avivamento, porque o corpo se posicionou. Quanto isso acontece, estamos proclamando o poder da ressurreição. Por causa dessa ressurreição, eu opero cura, milagres, sinais e prodígios.

… Desde os dias de João, o Batista, até agora…

“agora” não esta aponta para um momento,mas sim d manter suspenso na mente,fixar uma idéia … Jesus esta dizendo que se deveria manter a mesma postura, mesma mentalidade e mensagem de João, o batista. Provoque!!!!

O movimento deve forçar a construção de um corpo.

A mensagem de arrependimento é um transtorno. Uma mudança de mentalidade.

Mentalidade: conjunto de crenças e hábitos do espírito que informam e comandam o pensamento de uma coletividade.

Trabalhar na mudança de uma mentalidade é um esforço coletivo, não é só uma pessoa aderir uma idéia ou receber uma informação.

Arrependimento – metanoia: meta (depois) // noia=noeo (pensar)

Decisão que resulta numa mudança de idéia, objetivo e ação.

Não temos interesse em que as “pessoas da igreja” mudem, queremos apenas habilitar um povo preparado.

Mentalidade fala do estado de espírito das pessoas, disposições psicológicas ou morais, modo ou via de pensamento. Se a intenção da nossa formação/serviço não for ver esse corpo em movimento, a manifestação do Reino de Deus, nós vamos fazer apenas uma coisa a mais e não o que deve ser feito. Não vamos cumprir.

Entre os pés e a cabeça tem o corpo. Tendo em vista a capacitação dos santos para edificação desse corpo. (Ef 1.16-23 => 4.11-16).

Chamados para capacitar o corpo de Cristo

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A oração que Yeshua ensinou

Pai nosso, santificado seja o Teu nome. O Teu nome é santo, separado, consagrado, tem um lugar diferente na minha vida. Carrego o Teu sobrenome, faço parte da Tua família... sou Teu filho, por isso te chamo de Pai. Venha o Teu reino. Que o Teu governo venha, que as Tuas prioridades, a Tua forma de pensar, que o Teu domínio venha e que seja feita a Tua vontade aqui na terra como nos céus. Que eu assuma o meu lugar de janela dos céus nesta terra e que desta forma, a Tua vontade seja feita aqui, como ela é nos céus.

O pão nosso de cada dia nos dá hoje. Pai, eu sei que você cuida das minhas necessidades. Você prometeu que cuidaria destas coisas e Yeshua afirmou que se eu buscasse o Teu reino e a Tua vontade, todas as outras coisas seriam acrescentadas. Não me deixe crer que é pela força das minhas mãos que eu obtenho qualquer coisa, é Você quem cuida destas questões. Eu sei que é Você o responsável pelo pão e por isso te agradeço por Ele estar na minha mesa hoje.

E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aqueles que nos devem. Eu tenho buscado ser como Você, misericordioso e benigno até com aqueles que são ingratos e maus... tenho me esforçado para perdoar os que não me perdoam, por isso, trate-me da mesma forma.

E não nos deixes cair em tentação mas livra-nos do mal. Eu sei que muitas vezes eu ajo como se eu conseguisse fazer tudo sozinho e me coloco em situações que não consigo resistir... mas meu verdadeiro desejo é esse: livra-me do mal, afaste de mim tudo aquilo que pode me fazer errar o alvo... admito que sou fraco e preciso de ajuda.

Porque Teu é o reino e o poder, e a glória, para sempre. Amém.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Uma nova mentalidade em um momento de transição


A ECAP não é uma escola para profetas, e sim para qualquer cristão que deseja ser capacitado em ter uma mente profética e fluir nos dons proféticos. Sendo assim, o objetivo do curso não é ensinar um método de como profetizar, mas sim romper a nossa mente para que ela possa funcionar com uma visão de reino.

Uma nova mentalidade em um momento de transição.

Proposta diretiva para ECAP

Cremos claramente nisto, nesta mentalidade e neste momento. Não é uma questão de buscar coisas novas, mas provavelmente fazer as mesmas coisas com a mente renovada. Assim há muitos benefícios, pois a tendência é um ampliar daquilo que já está sendo feito, uma melhor eficácia, contribuindo em muito para o estabelecimento. Tudo porque a manutenção do que já está sendo feito traz mais clareza e domínio.

Não nos firmamos apenas no que já sabemos, mas, mediante o que já sabemos, estamos prosseguindo, assim como aconteceu com Elias e Eliseu. O funcionamento de Eliseu não foi diferente do de Elias, mas Eliseu trabalhou ampliando o que seu antecessor tinha feito. Percebemos, então, que isso foi uma manutenção do que já havia sido construído, mas Elias foi substituído porque sua mente não acompanhava mais o momento de transição que Israel estava vivendo. O sinal para isso foi que Deus mandou Elias ungir dois reis e um novo profeta, mas Elias não tinha mais uma mentalidade disposta para aquele momento, tanto que não o cumpriu.

Paulo deixa muito clara a necessidade dessa transição em Romanos 12, quando diz que a renovação da mente trabalha para a transformação, e isso nos leva a conhecer com precisão o que Deus está fazendo neste tempo vigente (v.2).

A melhoria do nosso funcionamento não pode ter por ideal obter resultados, porque os resultados já foram obtidos por Cristo. É uma questão de saber fazer uso deles, e os resultados dEle são: a nova criação, a redenção, a santificação, a renovação e o acesso ao Reino de Deus.

E assim definimos a proposta diretiva para esta escola: auxiliar a nossa geração no desenvolvimento e no aperfeiçoamento de uma mentalidade adequada para este momento de transição.

Equipe ministerial

Nós, enquanto Igreja, não estamos tão acostumados com essa forma de expressão do Corpo de Cristo: um funcionamento como Igreja sem um foco congregacional e com objetivo de mobilizar grupos de pessoas em diversas regiões. Pessoas essas que querem fazer parte de uma atividade profética e apostólica, que é um trabalho estratégico dentro do plano da “restauração de todas as coisas” (At 3:21). Traduzindo estes termos: Nós não somos contra o convívio congregacional nem pregamos contra isso, estamos apenas nos posicionando dentro daquilo que fomos chamados para cumprir nesta geração. Sabemos que não é de costume no Brasil essa forma de movimentação ou serviço, mas estamos levando essa função com muita seriedade, entendendo que também faz parte do nosso papel abrir um caminho para este tipo de funcionamento. Gostaríamos de esclarecer e afirmar que isso não substitui o funcionamento congregacional nem diminui sua importância, é apenas um ampliar daquilo que já conhecemos sobre como ser Igreja, que é o Corpo de Cristo. Queremos afirmar que somos Igreja, mas não com o cunho congregacional. Somos uma equipe focada no aperfeiçoamento dos santos que trabalha na edificação deste mesmo Corpo do qual fazemos parte (Rm 16). Logo, esta é uma oportunidade para você conhecer esta equipe em atuação na escola, assim como ser aperfeiçoado em diferentes áreas de serviço do Corpo de Cristo (apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres – Efésios 4.11,12).

Em Romanos 16:1-15, Paulo especifica esses diferentes tipos de funcionamento: aqueles dos quais ele cita como cooperadores são os que fazem parte de sua própria equipe ministerial… Mando saudações a Priscila e ao seu marido Áquila, meus companheiros no serviço(cooperadores ) de Cristo Jesus. (Rm 16:3). Outros ele cita como a Igreja que se reúne dentro de uma forma congregacional… Saudações também à igreja que se reúne na casa deles.(Rm 16:5).

É importante também você saber que o foco de todo assunto tratado na escola não está relacionado ao funcionamento congregacional, a dizer, na congregação, e sim para que você funcione a partir dela, por meio de mobilizações.

Horários:

Rio de Janeiro: todo primeiro final de semana nos próximos 4 meses
Cabo Frio: todo terceiro final de semana nos próximos 4 meses (excepcionalmente em agosto, será no quarto)

Sexta – 19:30h às 22h

Sábado – 14h às 16h + MANIFESTO (prático): 16:40h às 18:40h + 19h às 21h

Domingo – 10h às 12h

Investimento:

De R$25,00 a R$50,00 (o investimento fica a seu critério, dentro desses valores mínimo e máximo, tomando por premissa quanto a escola vale pra você).

A inscrição, assim como o investimento, será efetuada em cada mês, no primeiro dia da escola.

Locais:

Rio de janeiro

Ministério Fluir
Rua Dr.LuizBicalho,561

Rocha Miranda – Rio de Janeiro

Cabo frio (RJ)

Rua : Expedicionarios da Pátria n 341

São Cristóvão – Cabo Frio-RJ

Contato : 022- 9922 9226(Luciano oliveira)

sábado, 12 de junho de 2010

Oração 2

“Todos estes perseveravam unânimes em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele.” Atos 1,14

Gostaria de compartilhar a definição grega destas duas palavras, para entendermos a profundidade deste texto. Quem nos ensinou isso foi o Fabio e temos nos esforçado para praticar o significado.

Unânimes (ὁμοθυμαδόν) – junção de duas palavras: ὁμοῦ, no mesmo lugar, juntos; e θυμός paixão, indignação, ira. Unanimidade significa estarmos juntos numa mesma ira. Como uma torcida de um jogo, como guerreiros entrando no campo de batalha! Unânimes.

Oração (προσευχή e δέησις) no original são duas palavras e na Ferreira de Almeida versão revisada (melhores textos) aparece só uma. A primeira é suplicar, adorar. A segunda, petição.


Pensem no que isso significa: unidos, no mesmo lugar, numa mesma ira, suplicando, adorando em petição ao Pai!!

Nesta última semana meditamos bastante sobre oração como equipe (vide os tweets do @fabioam38 e os posts que ele tem colocado no blog dele - http://am38.rugidodoleao.com.br) e vamos cooperar em julho com o 24-7 aqui no Rio, movimento de oração que acontece em várias partes do mundo (http://www.riodejaneiro24-7.blogspot.com/).

Só aprendemos a orar, orando, como já diz um dos textos que é citado no site do 24-7 Rio de Janeiro. É o Espírito Santo quem opera isso em nós (João 14 v. 16, 17 e 26). Mas o tempo que dedicamos e como nos aplicamos, isso sim, é responsabilidade nossa. Precisamos dedicar este tempo, nos aplicar, fazermos um esforço digno, para orarmos sem cessar (I Tessalonicenses 5,17), sendo guiados pelo Espírito.

Espero que você tenha ficado estimulado a orar, só por ter lido estas linhas e acrescento outra palavra que me encorajou a dedicar tempo à oração esta semana.


"Oração em si mesma é uma arte que só o Espírito Santo pode nos ensinar. Ore por oração. Ore até poder realmente orar" (Charles H. Spurgeon).

Oração*

“E aconteceu que, estando ele a orar num certo lugar, quando acabou, lhe disse um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos.” Lucas 11,1

Mais que uma disciplina, a oração é um momento que separamos para estabelecermos comunicação com nosso Pai. Temos que sentir necessidade de orar. A oração representa isso para os filhos de Deus. Algo que eles precisam desesperadamente. O tempo que passamos em oração é um momento dedicado ao Pai – ao nosso relacionamento com Ele.

Quando os discípulos o pedem “Senhor, ensina-nos a orar”, eles na verdade estão dizendo: ensina-nos a suplicar, ensina-nos a adorar (Lucas 11,1). É isto que a oração significa. Súplica e adoração. Rendição. Admitir quem nós somos e desta maneira, reconhecer quem Ele é. Na oração nossos corações são moldados, nossos desejos controlados e nosso caráter é transformado. A oração traz unidade justamente por ser uma ação que nos qualifica a todos perante Ele como Seus filhos. Filhos que admitem a necessidade que têm dEle e que são dependentes dEle. A oração converte os nossos corações a um interesse, uma possibilidade – viver pra Ele.

Creio que o dia que separamos para fazer isso juntos todos os anos nos lembra que somos todos iguais. Sim, temos culturas diferentes, nos vestimos de forma diferente, temos hobbies diferentes e enfrentamos problemas diferentes. Alguns de nós enfrentamos grande risco tentando demonstrar à nossa parte do mundo quem Jesus é para nós. Outros sofrem com a fome, sede e problemas de saneamento. Muitos lidam com um mundo pós-moderno – pessoas que não querem nem saber de Deus e por mais que a gente se esforce para demonstrar, elas não estão nem ligando. E quem sabe,muitos, a despeito da sociedade, estamos lidando com nossas questões emocionais, tentando tomar decisões a respeito de nosso futuro, tentando entender o que cremos. Mas quando oramos, nos colocamos igualmente perante Ele. E como eu disse no ano passado, precisamos lembrar que concordar com a oração juntos significa conectar algo na terra para que algo também seja conectado no céu! É muito forte!

Oremos uns pelos outros. Mais do que só participar num dia oficial de oração, o dia 13 de junho é uma oportunidade para todos estarmos unidos, apesar de nossas diferenças e separação geográfica. Estejamos unidos diante dEle: ajoelhados, de pé ou sentados; em grupos pequenos ou grandes; em prédios de congregações, casas, onde quer que estejamos. Sejamos UM em oração.

Glorifiquemos a Deus por quem Ele é, por Seu amor, graça e misericórdia por seu povo. Oremos por pessoas que não conhecemos, como se estivessemos no lugar deles. Vamos ler o jornal e ver o que está acontecendo no mundo – podemos orar pelos jovens destes lugares! Vamos orar para que eles respondam às necessidades do seu povo, para que façam mais discípulos, para que se sintam amados e capacitados por Deus enquanto oram. Oremos por encorajamento mútuo e paz. Oremos pela unidade de Seu povo.

Esta é a nossa oportunidade, nosso privilégio de estarmos juntos, em fusos horários diferentes e em horários diferentes – mas sendo UM, como SEUS filhos, para que o mundo creia.

*Por ocasião do Dia Mundial de Oração da Juventude Batista, me pediram para escrever este texto que foi postado no site da Aliança em inglês (www.bwanet.org). Agora está disponível aqui no blog também. Como corpo de Cristo, é uma oportunidade para intercedermos e servirmos a geração, orando.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Aqui está quem é maior que o templo

Estava pensando em como iria começar meus comentários sobre os textos que postei na semana passada. Quando li Mateus 12 hoje pela manhã, percebi por onde deveria começar.

Gostaria de compartilhar que as duas leituras foram um grande encorajamento para mim. É muito confortador lembrar que o meu foco deve ser a obediência. Não estou decidida a investir em novas expressões da Igreja porque um dia acordei e cheguei a esta conclusão de maneira lógica. Invisto em novas expressões da Igreja porque há anos Deus tem construído esta mentalidade em mim e não posso negar que Ele me chamou pra isso e que este é o tempo de cumprir!! É algo que queima dentro de mim e me consome... preciso ser obediente a esta convocação - e é só isso que Ele espera de mim. Ele quer misericórdia e não holocaustos, sacrifícios... ele deseja obediência muito mais que o sacrifício.

A obediência, como disse Mark Galli, pode não demonstrar os resultados aparentes que gostaríamos de ver, mas ela é a chave para conseguirmos caminhar no Reino e sermos filhos dos quais o Pai se agrada.

Adorei esta forma de Jesus se apresentar: "aqui está quem é maior que o templo". Isto é tão profundo... Ele não está falando apenas que é maior que o templo físico, mas que Ele é o cumprimento de tudo aquilo que eles esperavam. Eles não percebiam porque estavam concentrados em outras coisas!

Ele diz: "Se vós soubesseis o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos, não teríeis condenado inocentes." Ele é o Senhor de todas as coisas... Ele está acima do templo, da Lei, do sábado. Precisamos estar imersos nos conceitos dEle, sermos batizados pela maneira dEle de pensar, algo que só aprenderemos com a vida de Jesus.

E é a este Deus, que está acima de todas as coisas, a quem servimos, amamos e obedecemos. Seguem as passagens que li hoje pela manhã:

"Por aquele tempo, exclamou Jesus: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.

Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.

Por aquele tempo, em dia de sábado, passou Jesus pelas searas. Ora, estando os seus discípulos com fome, entraram a colher espigas e a comer. Os fariseus, porém, vendo isso, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer em dia de sábado. Mas Jesus lhes disse: Não lestes o que fez Davi quando ele e seus companheiros tiveram fome? Como entrou na Casa de Deus, e comeram os pães da proposição, os quais não lhes era lícito comer, nem a ele nem aos que com ele estavam, mas exclusivamente aos sacerdotes? Ou não lestes na Lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa? Pois eu vos digo: aqui está quem é maior que o templo. Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos, não teríeis condenado inocentes. Porque o Filho do Homem é senhor do sábado.

Tendo Jesus partido dali, entrou na sinagoga deles. Achava-se ali um homem que tinha uma das mãos ressequida; e eles, então, com o intuito de acusá-lo, perguntaram a Jesus: É lícito curar no sábado? Ao que lhes respondeu: Qual dentre vós será o homem que, tendo uma ovelha, e, num sábado, esta cair numa cova, não fará todo o esforço, tirando-a dali? Ora, quanto mais vale um homem que uma ovelha? Logo, é lícito, nos sábados, fazer o bem. Então, disse ao homem: Estende a mão. Estendeu-a, e ela ficou sã como a outra."

Mateus 11, 25 - 12,13

"Porém Samuel disse: Tem, porventura, o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros." I Samuel 15,22

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Uma resposta

O texto de hoje, já prometido é a resposta do Neil Cole, autor de Igreja Orgânica, ao artigo que saiu na Cristianismo Hoje. O original em inglês pode ser encontrado em seu blog (http://cole-slaw.blogspot.com/search?updated-max=2010-01-26T14:42:00-08:00&max-results=7).
A partir do final de semana, comentarei um pouco os dois textos. Mais uma vez: ótima leitura para os que crêem em movimentos espirituais e se vêem chamados a abrir caminhos.

Vida Longa à Igreja Orgânica – uma resposta

Minha mulher se preocupa com a saúde e faz compras em um mercado que vende alimentos orgânicos. Logo descobri que os alimentos orgânicos estragam mais rápido que os que contêm conservantes artificiais. Será que isto se aplica a tudo o que é orgânico, até igrejas? Será que o nosso movimento morrerá um dia? Há uma data de validade para a igreja orgânica?

O Mark Galli da Christianity Today escreveu um artigo na coluna online Soul Work semana passada chamado “Vida Longa à Igreja Orgânica”. No artigo ele demonstra sua admiração, e também preocupação, com o bem estar dos líderes deste movimento. Ele receia que a amarga decepção de ver o fracasso inevitável do nosso movimento pode nos deixar desgostosos e fazer com que abandonemos nosso serviço.


As questões que ele apresenta não são apenas válidas; são percepções que têm me assombrado na última década. A sustentabilidade, a longevidade e a ameaça da institucionalização são matérias que tenho considerado muito. Por outro lado, expectativas irreais e desilusões que podem surgir deste processo nunca me deixaram preocupado.

O que é o sucesso?

Eu não vivo para ter sucesso e sim para seguir a Cristo todos os dias. Se, ao término da minha vida, eu só tiver um punhado de seguidores de Jesus que possam continuar sua obra, não me envergonharei de encontrar meu Senhor. Lendo II Timóteo 4, Paulo estava na mesma situação, mas ele disse que completou a carreira e guardou a fé . Ele também transformou o mundo! Plantou sementes que deram fruto nas gerações posteriores. Havia coisas estabelecidas que trariam mudanças permanentes ao longo dos séculos. Outras coisas duraram uma ou duas gerações. Creio que este é o padrão dos verdadeiros avivamentos. Algumas idéias permanecem para sempre, outras somente por um período.

Bob Logan, meu mentor, já disse, “Sucesso é descobrir o que Deus quer de você e realizar”. Penso que isso seja mesmo verdade. Enquanto existir um Deus vivo e amoroso, este sucesso estará disponível a todos. Apeguei-me muito a uma citação do falecido missiológo Ralph Winter: “O risco não deve ser avaliado pela probabilidade de êxito e sim pelo valor da meta.”


Podemos mudar o mundo?

Devemos fazer discípulos de todas as nações até os confins da terra. Ao fazê-lo, Paulo e seus colaboradores transtornaram o mundo(Atos 17,6).

A transformação da sociedade é a verdadeira marca de um movimento? Creio que sim. Como já disse a muitos que questionam nossa legitimidade, não serão os críticos e especialistas contemporâneos que nos validarão e sim os futuros historiadores. Penso muito nos futuros historiadores e em sua perspectiva quando observo as coisas; isso me ajuda a ter uma idéia maior e mais ampla a respeito do aqui e agora.

Se de fato saturarmos nossa sociedade com seguidores de Cristo vivazes, capazes de fazer discípulos, o mundo mudará. Creio que simplesmente conectar os filhos de Deus ao seu Pai espiritual de forma que elas ouçam a sua voz e, de maneira corajosa, sigam seu direcionamento transformará a sociedade de maneira mais ampla, holística e duradoura que qualquer outra coisa que tentarmos.

A mudança entretanto, não será para todas as gerações. Na verdade, pode até ser que os nossos problemas mais sérios sejam causados por pensarmos que as decisões que tomamos hoje serão permanentes. Acabamos estabelecendo métodos sem que as próprias pessoas ouçam Deus e façam suas próprias escolhas. O resultado é uma instituição religiosa sem vida.


Podemos mudar o futuro??

Homer Simpson já disse: “Penso que as pessoas não mudem de verdade; ou elas mudam rapidamente e depois mudam de novo.” Na verdade, toda transformação é apenas momentânea. E há uma razão para isso: fomos chamados para viver no momento. O amor é a plenitude de toda justiça e sempre é uma escolha. Temos que amar a Deus com todo o nosso ser...todos os dias. Somos a soma das decisões que foram feitas durante toda a nossa vida em momentos específicos e estas decisões compõem a pessoa que vemos no espelho. Deus quer que nós o escolhamos a cada momento de cada dia, não apenas quando somos adolescentes, num retiro à beira da fogueira.

Todas as gerações precisam enfrentar seus próprios testes e fazer suas próprias escolhas. Nossos filhos não se tornam cristãos porque nós escolhemos seguir a Cristo, mas porque eles mesmos decidiram. Se eles estão apenas vivendo as escolhas dos pais, a fé deles não é verdadeira e permanecerá conformada na religiosidade infrutífera. Isso também se aplica às organizações religiosas.

O que podemos deixar para as gerações futuras?

1. O exemplo. Eu aprendi muito estudando sobre pessoas como Paulo, Conde Zinzendorf, John Wesley e Watchman Nee. Talvez os nossos netos estudem nossas vidas e aprendam algo que possam aplicar à sua geração. Se Deus quiser, eles não copiarão o que fizemos, assim como nós não vendemos ingressos como o fez Wesley. O processo da contextualização da verdade para uma nova geração é dinâmico e produz métodos melhores. Isso produz líderes mais instruídos também.

2. Instrução escrita. Muitos hoje em dia citam um livro escrito há quase um século por um missionário anglicano, Roland Allen, - Métodos Missionários: os de Paulo ou os nossos? - Quando escrevo, penso primeiro no impacto imediato que o livro trará sobre um líder hoje, mas eu também me pergunto sobre a relevância que o livro terá daqui a 75 anos. Muitas vezes eu não acerto o segundo alvo (o primeiro alvo também pode ser discutido), mas miro. Nós todos nos apoiamos na perspectiva das gerações anteriores.

3. Mudanças nas leis e valores culturais. Às vezes o trabalho de poucos se torna um legado para muitos. A escravidão já foi uma regra e por causa do movimento instigado por algumas pessoas (William Wilberforce e os Quakers), hoje enxergamos a escravidão como uma abominação. Algumas mudanças nos valores moldam as culturas futuras. Nosso legado pode ser mais que uma rua ou um salão de faculdade que carregue nosso nome.

Todas estas mudanças podem ser duradouras e informar o futuro, mas ainda assim os futuros líderes terão que enfrentar seus próprios testes e fazer suas próprias escolhas.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Este artigo foi publicado na Cristianismo Hoje americana.
Traduzi e pedi permissão para publicar aqui... boa leitura para os que estão abrindo caminhos. Sei que é longo mas vale a pena!!
Amanhã publico a resposta do Neil Cole, um dos homens que está liderando este movimento.

Vida Longa à Igreja Orgânica!

Mas o que faremos se o mundo não for transformado?

Mark Galli | posted 07/01/2010 10:30AM

Eu amo o trabalho que o Neil Cole, Alan Hirsh (The Forgotten Ways), Bob Roberts (Transformation: How Glocal Churches Transform Lives and the World), Frank Viola (Finding Organic Church) e muitos outros estão fazendo. De uma ou outra forma eles são os defensores da “igreja orgânica”. O termo é fluido, mas contém pelo menos três ingredientes: frustração com a igreja que conhecemos, um enfoque nas pessoas (versus programas) e missão (versus manter instituições) e a visão de transformar o mundo.

Como Neil Cole declara em seu livro Igreja Orgânica, “Não é suficiente enchermos nossas igrejas; precisamos transformar o mundo”. Ele faz outra afirmação semelhante em seu livro mais recente, Church 3.0 (Igreja 3.0, ainda sem tradução em português). O livro fala sobre fazer uma transição entre instituições dirigidas por programas e lideradas por um clero para igrejas que sejam “relacionais, simples, íntimas e virais.” Ainda assim, Cole diz “Mudar a igreja não é o propósito deste livro... a única razão para sairmos de Igreja 2.0 para a Igreja 3.0 é mudar o mundo.”

Eu amo a paixão e a palavra profética que isso traz ao institucionalismo (acreditem em mim, eu conheço os males do institucionalismo: sou anglicano!). E a visão de tornar o amor e a graça de Cristo conhecidos aos quatro cantos do planeta.

O que me preocupa é o colapso eminente da igreja orgânica. E após este colapso, eu me preocupo com os homens e mulheres enérgicos que foram pioneiros deste movimento. Será que eles vão se deixar amargurar e abandonar a igreja, e talvez o seu Deus?

Não podemos nos enganar

Eu não tenho dúvidas de que o movimento da igreja orgânica entrará em colapso. Todos os movimentos de renovação na História da Igreja ou saíram dos trilhos imediatamente ou produziram renovação temporária às custas de consequências não-intencionais a longo prazo. Os historiadores da igreja afirmam que na Europa dos séculos 11 e 12, igrejas e capelas brotavam por todo o continente, sinalizando um avivamento da fé após os séculos chamados de “Era das Trevas”. Foi um dos movimentos de plantação de igrejas mais virais da História. Infelizmente, ele nutriu um ardor que queria transformar o mundo para Cristo – e este ardor encontrou lugar nas Cruzadas.

Outros exemplos de fé viral e orgânica semearam a Genebra de Calvino, a América Puritana e o movimento missionário imperialista do século 19. Uma leitura cuidadosa destes eventos sugere que os reformadores eram seguidores de Jesus com as melhores das intenções, que simplesmente queriam fazer a diferença no mundo. E fizeram. Pode-se dizer que eles mudaram o mundo em que viviam para melhor de forma significativa. Mas as consequências não-intencionais, especialmente as relacionadas à reputação da igreja e dos cristãos, tornam os esforços deles uma troca questionável. Não era com esta transformação que sonhávamos.

Desconsideremos os exemplos radicais e somente observemos a vida cotidiana, normal e contínua da igreja local século a século. Este não é um exemplo claro de mal, mas simplesmente intenções boas em coma. Institucional. Pragmática. E cheia de pessoas cujas vidas não demonstram transformação. As Igrejas vez após vez, em qualquer cultura parecem ser compostas somente de pecadores. Estamos nos enganando se pensamos que é a nossa geração que vai mudar as coisas.

É exatamente por isso que muitos dos meus colegas no Seminário abandonaram o ministério. Eles esbarraram no muro do legalismo, letargia ou pura dureza do coração cristão e disseram: Basta! Eu tenho um amigo da California que prefere lidar com as dores de cabeça do mundo corporativo a lidar com as da igreja. Eu ouso dizer que os leitores desta coluna conhecem um ou mais líderes de ministérios que estão esgotados ou irados.

E então, quando o movimento da igreja orgânica seguir seu curso – talvez nesta geração ou em duas ou três – o que vai acontecer? O que será daqueles que deram seus melhores anos e suas fortunas a causas conquistadas a duras penas somente para perceber que o mundo não foi de fato transformado ou que eles plantaram sementes de consequências não-intencionais amargas? E se a igreja nunca entender isso e voltar a se institucionalizar? Eu temo que eles se tornem amargurados em relação à igreja e a Deus. Seria totalmente compreensível se isso acontecesse. É terrível ficar decepcionado com Deus quando você sacrificou tudo para promover o que cria ser o propósito dEle. Mas é em meio a tanta decepção – até uma decepção inevitável – que nos lembramos da sabedoria de Paulo, nos encorajando a sermos “obedientes de coração”(Romanos 6,17)

Um caminho mais excelente

O fato de tudo que empreendermos não necessariamente produzir resultados não é razão para não fazermos nada. Longe disso. O erro que cometemos muitas vezes é só fazermos o que cremos que fará a diferença. Quando é este o caso, a nossa razão e o que nos motiva é a mudança. Se a mudança não acontece ou não acontecer da forma que esperamos, não temos nenhum recurso a não ser entrarmos em pânico. Mas há um caminho mais excelente.

É o caminho do amor, ou mais particularmente, amar a obediência. Jesus não nos chama para fazermos a diferença no mundo, muito menos transformá-lo. No Sermão da Montanha (Mateus 5,13-16), ele nos diz que seremos “sal” – isto é, nós preservaremos o mundo de uma auto-destruição total. Não é uma tarefa pequena, mas não significa a transformação do mundo. Ele também nos diz que seremos “luz”, isso é, ajudaremos as pessoas a verem sua verdade. Mas quando as pessoas vêem a verdade, é comum endurecerem o coração. Ou pior: surge hostilidade e os que carregam a luz são lançados na prisão ou mortos e os que que deviam receber a luz permanecem nas trevas.

Sal e luz – esta é a extensão da nossa eficácia. Nada sobre transformar o mundo através de nossos esforços. Jesus nos chamou ao mundo para realizarmos coisas: pregar, batizar, ensinar e curar. Mas ele não prometeu resultados. A diligência fiel em tais tarefas, algumas vezes, transformará vidas e comunidades. E quando isso acontece podemos nos regozijar pois Ele nos permitiu ver Sua obra! Mas em muitas oportunidades onde a igreja obedeceu fielmente, ela só passou por dificuldades – uma violência que parecia piorar a situação tanto para a vítima quanto para o executor.

O fato é que Deus às vezes nos chama para fazer coisas que não fazem sentido para os que calculam a eficácia de cada ato. Como o chamado dEle a uma freira albanesa do século XX para confortar os moribundos de Calcutá. Ou como Bartolomeu de las Casas, no século 18, que se sentiu chamado a denunciar o tratamento brutal dos povos indígenas nas Américas – e foi completamente ignorado durante sua vida. Indo mais longe, como aquele patriarca que recebeu a ordem de levar o seu único filho – produto de milagre e graça – e sacrifica-lo no Monte Moriá.

Nosso Deus não parece se impressionar com eficiência, eficácia ou a nossa transformação em seu mundo. Ele se interessa pela obediência. O que Ele anseia não é ver um povo que faz a diferença no mundo, mas um povo que ouve o seu chamado e responde com amor – não importando se a ordem for absurda ou impossível.

Quando o foco é a obediência amorosa ao Pai, qual é a diferença se não vemos resultado? Que diferença faz se o mundo e a igreja não forem transformados por nossa luz? Quando nossa motivação é o resultado, estamos fadados à decepção, porque vivemos em um mundo totalmente caído que é teimoso e resistente à transformação. Mas quando o foco é a obediência a um Pai celestial e soberano, que em amor está redimindo sua criação em Seu próprio tempo e de Sua própria forma (quase sempre misteriosa) – como ficaremos desencorajados?

Na Sua providência, Deus levantou homens e mulheres que atacam a igreja-normal, igreja-programa, igreja-manutenção institucional. Eles estão dizendo a verdade e coisas vitais sobre a igreja. Estão perturbando o estabelecimento religioso, irritando a ordem social pietista, causando um caos santo! Eles são profetas em nosso meio os quais devemos honrar e a quem devemos ouvir.

E pelos quais devemos orar – para que eles mantenham os olhos não no prêmio da transformação, mas que os seus ouvidos continuem a ouvir e obedecer aquela voz que os chamou ao ministério no início. Somente então eles estarão entre nós, nos desafiando e encorajando, mesmo quando as situações nos decepcionarem.

Mark Galli é o editor principal da Christianity Today. Ele é o autor de Jesus Mean and Wild: The Unexpected Love of an Untameable God(Baker).